29.10.09

E Um Ano Depois...

---
---
Um ano passou-se.
Exatamente no dia 29 de outubro de 2008,
deixei para trás uma vida repleta de sonhos, sonhos de paz,
sonhos de liberdade, sonhos de amor e outros
sonhares jamais realizados em sua plenitude.
Resolução dura, pesarosa, mas repleta de esperanças.

Hoje, um ano após ter decidido partir em o que
se poderia levianamente ser chamado de uma aventura,
pois eu e ivanete nos conhecemos pela internet,
não vivo a sonhar com paz, liberdade ou amor,
pois agora tenho tudo isso e mais que sempre sonhei,
na vida que levo ao lado de Ivanete. Mas,
só faltava uma coisa em nossos sonhos, que era
o de termos uma "casinha branca".


Faltava. Achamos nosso novo lar, tal qual
sonhávamos, pequeno, aconchegante, cercado de verde,
com a música dos pássaros a alegrar os nossos
dias, enchendo de magia nossos momentos.
Com uma antiga placa com os dizeres
Rancho Fundo, o último sonhar virou realidade.

Mas tudo tem seu preço.
Apesar de estar localizado nos arredores da cidade,
não teremos internet, seja por banda larga ou 3G, pois
as operadorsa de telefonia da região não disponibilizaram
o cabeamento e cobertura necessária para tal, em
nosso novo bairro. Portanto, por alguns meses,
eu e Ivanete estaremos "fora do ar" em nossos blogs,
canais do YouTube, Msn, etc., pois a opção
que nos resta, via satélite, está por hora fora
de nossas possibilidades financeiras.

Deixarei algumas postagens programadas para entrar
em datas futuras e procuraremos, de tempos em tempos,
estarmos em uma "lan house" ou "cyber café" para
"matarmos saudades" dos amigos
virtuais ou reais e
dos muitos seguidores de nossos trabalhos.


Assim, hoje, 29 de outubro de 2009, dia de
nosso primeiro aniversário, partilhamos com vocês esta data
em que estamos felizes e realizados mas, com os nossos
corações já apertados pelas saudades que com certeza
sentiremos de todos vocês até nossa volta.
Beijos em seus corações.

betomelodia

video

26.10.09

O Caminho Para Ser Feliz...








Nesta postagem, a homenagem que faço é dupla.
Ao residir em Campo Grande, Mato Grosso do Sul,
tive o prazer de conhecer mais um membro da
família Sater, o Rodrigo, irmão do Almir.
Logo incorporei algumas de suas belas composições
ao meu repertório que sempre são muito bem
aceitas pelo público presente em minhas interpretações,
sendo Ordem Natural das Coisas, a minha preferida.

A segunda homenageada é Ivete, editora de um
ótimo blog por mim recomendado, que passa
a integrar com seu primeiro vídeo editado o
seleto clube de editores do YouTube.
Confiram a seguir.

betomelodia



video
edição de vídeo: ivykuns


Quando o sol já corre a se esconder
E a noite já se faz sentir
Aparecem os velhos temores
Coração precisa resistir
Não se mata a sede de viver
O futuro nunca vai ter fim
Nem que seja o sonho dos poetas
Tudo aquilo que restou pra mim
E que me conduz
De repente vem uma canção qualquer
E logo nos seduz
E a verdade que ninguém podia ver
Surge a olhos nus
Mas nem tudo é como a gente quer
Esse mundo não foi feito assim
Desprezamos todos os valores
Nem sabemos mais o que é ruim
Então siga logo quem souber
O caminho para ser feliz
É viagem pra quem não tem pressa
O destino de quem sempre quis
Ter alguma luz
De repente vem uma canção qualquer
E logo nos conduz
E a verdade que ninguém podia ver
Surge a olhos nus
Com a ordem natural das coisas
Pelo menos aprendi
Foi a ordem natural das coisas
que me trouxe até aqui
Com a ordem natural das coisas
Pelo menos aprendi
Foi a ordem natural das coisas
que me trouxe até aqui

rodrigo sater

24.10.09

A Gárgula

Estranhos, inusitados acontecimentos que mais
pareciam saídos de uma mente doentia, aconteceram
sem aviso naquela noite.
Um estranho ser que do nada apareceu, o levou
por estranhos e surreais caminhos revelando
momentos de seu passado, como que um filme,
sem que ele soubesse o motivo.

betomelodia

____________________________________________________



Certa noite, caminhando sem pressa, tendo apenas
recordações como companhia, uma assustadora
figura alada ganhou vida, saindo da torre de
uma antiga e abandonada igreja, voando em um
louco bater de asas, com enormes e afiadas
garras distendidas. Em um rasante arrancou do seu
pensar as recordações que lhe eram caras.
No escuro da noite ela as levou em suas garras.
Mudo de espanto, confessou que muito assustado
ficou, como que pregado ao chão. Mal ousava
respirar. Vazio sem suas lembranças. Apenas seu
olhar seguia o voo da criatura. Só, sem suas memórias.

Pensava. E pensando concluiu que um homem sem
memórias era muito triste. Não conseguia
entender a presença daquela horrível criatura na
torre da igreja, pois apesar de velha e esquecida, merecia
respeito. Definitivamente, a igreja não era o lugar dela
e ele merecia respeito também, pois as memórias
eram suas! E ele pensava, "...Meus atos e fatos são
minha propriedade e responsabilidade vou recuperar
todos eles...".

Naquele instante, armado de coragem decidiu sair
à procura da gárgula que ousou atrapalhar seu pacato
viver, que embora inútil, era dele. Sentia medo do
confronto com ela, feia, sem sentimentos e desprovida
de respeito mas era preciso ir, pois já estava
esquecendo coisas básicas tais como, quem ele era.
Ah, mas dela ele não ia esquecer não.


Tão logo decidiu, agiu rápido, saindo à procura
de suas memórias. Bem, não tão rápido. Primeiro ele
procurou um buteco e bebeu uns tragos de
coragem. Acalmou a dor na barriga no sujo banheiro
do bar, e foi para casa trocar a roupa de baixo
pois havia sujado a cueca de tanto medo. Aì sim, foi
ao encalço da criatura. Está rindo, é? Se ri é
porque não teve tal contratempo, não sabe o que
é o vazio, a dor, a falta de boas lembranças.

Seguindo a gárgula, ele foi conduzido à infância.
Visitou os mundos que habitou na cidade
de Rio de Janeiro. Quantos sonhos. Em um deles,
lá estava o abacateiro, alto e majestoso, onde em seu
topo uma espécie de tablado com grades ele
construiu, para ali se deitar sob o azul do céu
e o brilhar quente do sol, embalado por suaves
ventos. Ali, nunca estava só. Capitão Marvel, Zorro,
O Fantasma, Tim Tim a narrar suas aventuras ao
redor do mundo, até o Brucutu , lá das selvas de Mú,
todos personagens dos gibis que lhe eram
emprestados, que conduziam seu viver aos mundos
aos quais pertenciam, magia de uma infância
alegre, mas solitária.
Mas aos poucos, lembranças indesejáveis de
castigos e surras, abandono em casa de parentes
como se banido do seio da família houvesse sido,
encobriram o azul do céu, o brilho do sol e o
vento calmo e quente, trazendo frio e tempestade.
Resolveu continuar a busca. A gárgula alçou vôo
e à sua volta ria com enigmático olhar,
parecendo o incentivar a continuar.


Essas recordações o deixaram triste e ele seguiu
em frente passando pelos mundos de sua
adolescência. A gárgula o levou até Teresópolis,
onde ele reviu um mundo de sonhos maravilhosos,
cheio de promessas, como ele sempre desejara.
Mundo e sonhos que conquistara sózinho
sem ajuda, sem orientação no qual muito bem
se saiu. Ele tinha 14 anos, idade ótima para
planejar o futuro. Boas lembranças. Sua primeira
garota, namoro firme, fazer amor pela primeira
vez e chegar ao clímax. Inesquecível lembrança.

O cantar, iniciando carreira como profissional
em uma casa noturna, dirigir um carro
aos 17 anos sem destino por belas estradas.
O cais da Praça Mauá, Rio de Janeiro de onde
levava para Teresópolis, perfumes franceses e
relógios suíços contrabandeados.
Ele era feliz, se sentia capaz de o mundo
dominar. Sua lembranças o levaram também à Magé,
cidade interiorana do estado do Rio de Janeiro,
mundo onde conheceu uma bela mulher que, com
seu amor, por oníricos caminhos o conduziu.
Amar, cantar, se sustentar sózinho. Aqueles mundos
o fizeram sentir o prazer das conquistas, das
realizações. Mas como em sua infância, sombras,
más recordações trouxeram amargas manitas
às doces lembranças. Pêso demais. Novamente partir.
A gárgula o espiava, sobrevoando à rir seu mundo
de lembranças, o trazendo de volta à realidade.
Sem se dar por conta a seguiu. Ainda vazio
de suas boas recordações.


Vida adulta. Talvez ali recuperasse sua memórias.
A gárgula parou no telhado de uma construção
antiga e o observava. Estava em São Paulo, capital
do estado. Era um imenso mundo. Seu primeiro
casamento e divócio após três anos, sonho desfeito.
Suas viagens pelo Brasil à cantar. Como gerente
comercial de uma grande rede de lojas, o sucesso
alcançado, a emoção do primeiro carro zero,
comprado no ano de 1974 com o salário de apenas
um mes de trabalho. E sobraram muitos cruzeiros.
Sucesso ao cantar, sucesso profissional.
Bons tempos. Boas lembranças.

A gárgula o olhou, riu, estendeu suas asas e
o conduziu a outro mundo, Piracicaba, no interior
paulista. Lá, foi o ponto de partida para realizações
distantes, outros mundos, cantando o Amor e
a Vida nas páginas da Música Popular Brasileira.
Em Piracicaba ficaram sua loja e fábrica de móveis
rústicos e colonias, O Candieiro, ótimos e fiéis
amigos, companheiros de pescarias, festas
alucinantes e longos passeios de moto.
Muitas recordações, muitos momentos que lhe
trouxeram ótimas lembranças e saudades.

Mas, como se por desagradável rotina, pesarosas
recordações se intrometeram em seu retorno,
trazendo mágoas, tristeza, encobrindo com nuvens
cinzentas seu sonhar, toldando as cores e
o brilhar das lembranças . O peso foi tanto que
ele as deixou para trás. Ainda sem suas memórias,
vazio de boas recordações, não teve escolha senão
continuar. Olhou para a gárgula notando que, ao de
seu desalento rir, parecia querer algo dizer.
Cansado, com muito peso em seu viver,
a seguiu em seu louco voar. Voltou ao presente.
E suas memórias? Que fora feito delas?

Súbitamente o cenário mudou...
Estava em frente à igreja em que tudo começara.
Sua velhice colocara com força em seus ombros,
o já conhecido peso de sua vida. A gárgula,
à sua frente o assustou. O olhava fixamente, olhos
vermelhos, como a perguntar se entendera a viagem.
Mas o que ela queria? Quem era aquele ser horrendo
ser que agora o fitava? Porque o fez percorrer seu passado?
Parecendo ter lido seus pensamentos,
com voz estranha mas suave, lhe revelou quem era.


" Sou seu viver. Você esqueceu um fator muito
importante em sua existência. Apesar de amar a vida e
o mundo que criava para si, nunca levou em conta
que você não estave só. Dependia de outros assim como
outros dependiam de você, para que metas
fossem alcançadas. Sua vida depende exclusivamente
de suas ações e assim, como agora me vê nessa nova forma,
você, apenas você, pode transformar em beleza e cores
sua vida. Apesar de não pertencer a esse mundo,
é nele que você tem a obrigação de existir e
ser útil. Não apenas colha, semeie e distribua
seu colher, assim sua vida será o que sempre sonhou.
Ainda não é tarde. Você é eterno. Procurei mostrar
que erros e acertos são partes normais e essenciais
de sua evolução. Aprenda com esse passeio
por seu passado e sem medo, seja e faça feliz,
quem a seu alcance estiver. "

____________________________________________________


Após essas palavras, ela voltou à torre de onde saíra e
em sua imobilidade, ficou a fitar o vazio.
Ele secou as lágrimas, lentamente continuando
seu caminhar, decidido a não mais valorizar
mágoas e tristezas e sim os momentos bons que a vida
oferece. Como por encanto, suas memórias
retornaram e com elas, um novo sentido para a vida.
Não mais tinha medo de viver.

edição de imagens, ivanete

8.10.09

Ter uma Casinha Branca de Varanda...

---
Sonhos. Simples ou portentosos, mas sempre sonhos.
Essa composição de Gilson e Joram, descreve
bem a minha vontade de viver. Uma casa simples,
um lugar tranquilo, repleto de verde, paz no
viver com a pessoa amada, humildade nos dias
repletos de amigos e com o conforto básico,
necessário aos dias atuais.
Um sonho à dois, um incessante buscar que sei um
dia, frutos me trará.


betomelodia


video



Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
Que nem vejo a minha frente
Nada que me dê prazer
Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade
Tanto sonho perecer

Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer

Às vezes saio a caminhar pela cidade
À procura de amizades
Vou seguindo a multidão
Mas eu me retraio olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério
Seu sofrer, sua ilusão

Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer

gilson / joran

4.10.09

The Tragedy of Leaving, by Mel

---




É com imenso prazer que inicio o mes de outubro
com esta página, onde apresento
mais uma composição de meu amigo Mel,
que com seu suave cantar, nos brinda com mais
uma de suas interpretações.

betomelodia


video


The spinning and the turning
Laid a hand on you
Left forever sadness hidden in your eyes of blue

Something loved, Something gained
Was ripped away from here
When the rain has gone and washed away your fear

The tragedy of leaving is
There's always someone left behind
The tragedy of leaving is
There's always someone left behind
The tragedy of leaving is
There's always someone left behind
The tragedy of leaving is
There's always someone left behind

Tears turn into diamonds
Never fade away
Pain turns into comfort every passing day

The tragedy of leaving is
There's always someone left behind
The tragedy of leaving is
There's always someone left behind

Written & Performed by Mel

___________________________________________

©2009 MelMadeMusic. All rights reserved.
Video footage edited from "SAEabird" an original animation
with some mature subject matter that has been edited out here.
Dedicated to the memory, loved ones and friends of Paulo Emanuele
and to those suffering through the sadness of flight 3407.
___________________________________________

30.9.09

Iberê Camargo, A Arte De Um Mestre Gaúcho

---

iberê camargo - auto retrato


Na cidade de Restinga Seca, estado de
Rio Grande do Sul, veio ao nosso mundo

Iberê Bassani de Camargo no dia 18 de
novembro de 1914. Um grande Mestre nas
Artes Plásticas.

Embora tenha estudado com figuras marcantes,
representativas de variadas correntes estéticas,
não se pode afirmar que tenha se filiado a
alguma. Iniciou seus estudos, ainda no
Rio Grande do Sul, na Escola de Artes e Ofícios
de Santa Maria, com Parlagreco e Frederico Lobe.
Já em Porto Alegre estudou pintura com
João Fahrion . Foi para a cidade de Rio de Janeiro
em 1942, onde cursou a Escola Nacional de
Belas Artes. Mas, insatisfeito com a metodologia
ali adotada, juntou-se a outros artistas,
também insatisfeitos, e com seu professor de
gravura, Guignard, fundaram o Grupo Gruignar.

Suas obras estiveram presentes, e sempre
reapresentadas, em grandes exposições pelo
mundo inteiro, como na Bienal de São Paulo e na
Bienal de Veneza. Em 1953 tornou-se professor
de gravura no Instituto de Belas Artes, Rio de
Janeiro, lecionando mais tarde essa técnica em seu
próprio ateliê ou em permanências mais ou
menos longas em Porto Alegre e outras cidades,
inclusive do exterior.

Era o dia 5 de dezembro de 1980 quando
aconteceu a maior tragédia na vida de Iberê.
O pintor deixou o ateliê mais cedo, à procura de
uma loja de cartões natalinos. Quando dobrava uma
esquina no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro,
parou para observar a discussão de um casal.
O marido, vestindo apenas um calção, irritou-se e
pós discutirem, Iberê e o desconhecido caíram
no chão. Assustado, Iberê sacou a arma e matou o
homem. Detido na hora, passou um mês na
prisão, até receber habeas-corpus.

Após esse desagradável momento em sua vida,
falava do Brasil com profunda desilusão, vindo
a falecer em 9 de agosto de 1994, na cidade de
Porto Alegre, capital do estado de Rio Grande do Sul.

Como curiosidade, não gostava de cachorros
nem de crianças, encontrando um companheiro fiel
no ano de 1983, um gato chamado Martin, por
ele carinhosamente apelidado de "Cucuruco", que
ele colocava no bolso do macacão enquanto
pintava seus quadros.

Em 1995 foi criada a Fundação Iberê Camargo,
com a finalidade de conservar, catalogar e
perpetuar sua obra.

fontes: google / betomelodia

______________________________________



perfil



vitrine



três manequins



ciclista



paisagem



paisagem



jaguari



casario



desdobramento 2



bicicleta



bailarinos


ascensão I

______________________________________

26.9.09

Anjo, Meu Tão Amado Anjo...

---








ivo pessoa


Ivo Marcelo Menezes Pessoa, naceu em
Londrina, Paraná, em 16 de janeiro de 1969.
Participou do programa Fama, e mesmo não
vencendo, obteve sucesso com a interpretação de
Uma Vez Mais, trilha da novela Alma Gêmea,
de Walcyr Carrasco.

Entre outros hits por ele interpretados, a
música Além do Olhar foi tema de abertura da
novela O Profeta, assim como outras, tais como,
Outra Vez
, novela Cobras & Lagartos, Teletema, trilha
de Sete Pecados e Deusa da Minha Rua, na
novela Desejo Proibido.

O vídeo a seguir,
com perfeita edição de imagens
selecionadas e editadas por Ivanete, reforçam a
beleza da letra e da melodia de Blanch e
Felipe Loeffle, em uma ótima interpretação de
Ivo Pessoa. Confiram.

fontes: google / betomelodia

video



Voa minha ave
Voa sem parar
Viaja prá longe
Te encontrarei
Em algum lugar

Permaneço em ti
Como sempre foi
Mais perfeito e mais fiel
Mesmo sozinho sei
Que estás perto de mim
Quando triste olho pro céu

Quando eu te vi
O sonho aconteceu
Quando eu te vi
Meu mundo amanheceu
Mas você partiu sem mim
E sei que estás
Em algum jardim
Entre as flores

Anjo meu tão amado anjo
Bem sei que estás
E eu do brando sono
Hei de acordar
Para os teus olhos
Ver uma vez mais
O verdadeiro amor espera
Uma vez mais

Quando eu te vi
O sonho aconteceu
Quando eu te vi
Meu mundo amanheceu
Mas você partiu sem mim
E sei que estás
Em algum jardim
Entre as flores

Blanch e Felipe Loeffler

22.9.09

Fora da Nova Ordem Mundial

---











caetano veloso


Bem, falar de Caetano é ser repetitivo, assim
penso , pois tudo que se podia falar à respeito
dele já foi dito. Essa postagem, é especial para mim,
pois certa vez, antes mesmo de chegar
ao final de minha interpretação, aconteceram vários
pedidos de bis, tendo eu que cantar por mais
duas vezes seguidas a mesma, entre aplausos do
público presente. Para vocês, Fora de Ordem.

betomelodia



video
edição de vídeo: helenbsb21



Vapor barato
Um mero serviçal
Do narcotráfico
Foi encontrado na ruína
De uma escola em construção...

Aqui tudo parece
Que era ainda construção
E já é ruína
Tudo é menino, menina
No olho da rua
O asfalto, a ponte, o viaduto
Ganindo prá lua
Nada continua...

E o cano da pistola
Que as crianças mordem
Reflete todas as cores
Da paisagem da cidade
Que é muito mais bonita
E muito mais intensa
Do que no cartão postal...

Alguma coisa
Está fora da ordem
Fora da nova ordem
Mundial...

Escuras coxas duras
Tuas duas de acrobata mulata
Tua batata da perna moderna
A trupe intrépida em que fluis...

Te encontro em Sampa
De onde mal se vê
Quem sobe ou desce a rampa
Alguma coisa em nossa transa
É quase luz forte demais
Parece pôr tudo à prova
Parece fogo, parece
Parece paz, parece paz...

Pletora de alegria
Um show de Jorge Benjor
Dentro de nós
É muito, é grande
É total...

Alguma coisa
Está fora da ordem
Fora da nova ordem
Mundial...

Meu canto esconde-se
Como um bando de Ianomâmis
Na floresta
Na minha testa caem
Vem colocar-se plumas
De um velho cocar...

Estou de pé em cima
Do monte de imundo
Lixo baiano
Cuspo chicletes do ódio
No esgoto exposto do Leblon
Mas retribuo a piscadela
Do garoto de frete
Do Trianon
Eu sei o que é bom...

Eu não espero pelo dia
Em que todos
Os homens concordem
Apenas sei de diversas
Harmonias bonitas
Possíveis sem juízo final...

Alguma coisa
Está fora da ordem
Fora da nova ordem
Mundial...

18.9.09

O Sofrimento De Ninguém...

---

Como de costume, meu gmail me avisou
do recebimento de comentários em meus blogs.
Em um deles, o título do blog do autor de
nome Maurizio, chamou minha atenção:
Instantes e Momentos. Acessei, para agradecer a
visita e veio o aviso de conteúdo adulto, que
me levou a pensar: mais um dos milhares
de sites e blogs desprovidos de conteúdo.

Surpresa. Belos poemas, odes ao amor e ao
prazer que ele proporciona em seus mais
íntimos momentos, ilustrados por belas
e eróticas imagens, retratando nossos desejos
e nossos atos, aqueles mais secretos,
em companhia da pessoa amada.

Mas contém também textos sobre a vida, o pensar
por vezes dolorido, por vezes prazeroso
que ela provoca, evocando em nossa
mente lembranças vívidas, narrativas ouvidas
e arquivadas, experiências, atos que não
mais esqueceremos, contos como o
que abaixo transcrevo homenageando
meu conterrâneo lá do Leblon, Maurizio, em
minha cidade natal, o Rio de Janeiro.

betomelodia


imagem: google



... era apenas um ser qualquer, mão esticada.
Era automático, num barulho de passos, um esticar
de mãos. Já nem pedia, pra que? Que se adivinhasse...

Às vezes uma moeda, uma nota, um tostão que fosse.
No fim do dia se levantava, irônicamente passava
as mãos na calça suja, rôta, limpando nada.
E ia sem pressa para lugar nenhum. Ia simplesmente.
Sem um rumo consciente, sem um destino,
sem um ponto final. Esperaria apenas o dormir
e deitaria numa ilusão de cama qualquer,
no instante que o sono chegasse.

De repente parou em frente uma vitrine. Olhava tudo
minuciosamente, viagens, cd's, camisas, sapatos.
No reflexo do vidro na loja se viu. Pé descalço,
camisa rasgada, calça que era uma sujeira só. Sorriu.
Com tristeza, sorriu. Continuou seu caminho.Sem opções,
sem sonhos. Fome, frio, solidão. Nenhum bom dia, nenhum
boa noite. Nenhum sorriso, nenhum amigo, nenhum, ninguém.

No seu andar por andar, passou outra vez em frente
à mesma loja, olhou para a mesma vitrine. E desta vez,
só se olhou no vidro. Deitou ali mesmo e chorou.
Ninguém chorou com ele.
Só Ninguém chorou.

( republicação de meu blog memórias )

14.9.09

A Arte Brasileira - Clóvis Graciano, a Diversidade em Arte

---








clovis graciano
auto retrato


Nascido na cidade de Araras, SP,
em 29 de janeiro de 1907, Clóvis Graciano no
deixou em São Paulo, SP, em 29 de junho
de 1988. Nas Artes Plásticos nos legou diversos
trabalhos em pintura, desenho, gravações,
ilustrações, cenografia e figurinismos, enriquecendo
sobremaneira a Arte Brasileira.

Iniciou seus trabalhos na Estrada de Ferro
Sorocabana, em Conchas, SP, pintando postes,
tabuletas, letreiros e avisos para as estações
ferroviárias. Transferido para São Paulo em 1934,
passou a dividir seu tempo entre o trabalho e as artes,
com preferencia para a última, tanto que após dez
anos foi demitido por abandono de emprego.
Em 1937 passou a integrar o grupo Santa Helena,
indo ao final da década de quarenta para Paris,
onde aprendeu as técnicas de produção de murais.

De volta ao Brasil, executou diversos trabalhos
em murais e em 1971, foi nomeado diretor
da Pinacoteca do Estado de São Paulo e também
Presidente da Comissão
Estadual de Artes
Plásticas e do Conselho Estadual de Cultura.


Além da pintura, Graciano dedicou-se a diversas
atividades paralelas, lecionando cenografia na
Escola de Arte Dramática de São Paulo (EAD),
ilustrando jornais, revistas e livros, principalmente
nos anos 1980. No decurso de toda a sua carreira,
Graciano permaneceu fiel ao Figurativismo,
jamais tendo sequer de leve sentido a sedução
pelo Abstracionismo. Tratou constantemente
de temas sociais, como o dos retirantes,
além de temas de músicos e de dança.
Suas obras figuram em museus e coleções
particulares do Brasil e do exterior.

fontes: google / betomelodia





capoeira


cavaleiros


bombardeio


serigrafia 1


frevo 2


jacaré


painel - ruben berta 1


painel - ruben berta 3
---

10.9.09

No Mais, Estou Indo Embora...

---
zé ramalho


Chão de Giz.
Um clássico de autoria de Zé Ramalho,
uma de suas composições por mim preferidas
e que sempre provoca aplausos quando a canto.

Dono de voz e interpretações marcantes,
José Ramalho Neto, nasceu em Brejo do Cruz, Paraíba,
em 3 de outubro de 1949. Com uma maneira própria de
compor e cantar, sempre nos surpreende com a mistura de
ritmos e tendências diversas em suas composições.

Com carinho, para que apreciem, Chão de Giz.

fontes: google / betomelodia


video
edição de rubinhof200




Eu desço dessa solidão
disparo coisas sobre
um chão de giz
Há meros devaneios tolos
a me torturar
Fotografias recortadas
em jornais de folhas

Amiúde
Eu vou te jogar
num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar
num pano de guardar confetes

Disparo balas de canhão
é inútil, pois existe
um grão-vizir
Há tantas violetas velhas
sem um colibri
Queria usar quem sabe
uma camisa de força
ou de vênus

Mas não vou gozar de nós
apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
gastando assim o meu batom

Agora pego
um caminhão na lona
vou a nocaute outra vez
Prá sempre fui acorrentado
no seu calcanhar
Meus vinte anos de boy
that's over, baby
Freud explica
Não vou me sujar

fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes
já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo
é assunto popular

No mais estou indo embora
No mais estou indo embora
No mais estou indo embora

No mais

zé ramalho


6.9.09

A Mulher

---
Nesta página, com imagens de Alain Dumas
enriquecendo as palavras de Taciana Lima
uma vez mais homenageio a perfeição,
a Criação Divina, chamada Mulher.
betomelodia





le boudoir 1

Sou aquela linda luz por entre a fresta
Sou aquela que invade a tua sesta
Sou aquele amor eterno ignorado
Sou aquela saudade da tua festa

le boudoir 2

Sou o doce dos teus olhos abrasados
Sou a voz do vento que tu ouves
Sou a brisa da manhã do teu passado
Sou a sombra do teu rosto entrecortado


yearning

Sou a paz da alma que te resta
E a beleza destes anos teus dourados
Sou o encanto de teu riso lindo e puro
Nesta boca, tão sincero e tão marcado


modesty

Sou a força que te move nesta luta
Sou aquela que te espera eternamente
Sou a tua sempre terna namorada
Sou aquela que ficou em tua mente


nu de dos 1

Sou aquela que caminha entre teus passos
Sou a única que te fala ao ouvido
Sou a que se arrepende e não se cala
Sou aquela que devias ser marido


nu de dos 2

Sou a força desta vida que te move
Sou a tua coragem esbravejante
Sou aquela que sabes que tu tens
Sou a tua, a única tua, eterna amante...


odalisque


poema: taciana lima (sombra de presença) - imagens: alains dumas
fontes: google ( domínio público, uma vez citado autor )