sábado, 30 de abril de 2011

Victor Meirelles, a História na Arte

a bacante


Victor Meirelles de Lima nasceu na pequena cidade de
Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis,
em 18 de agosto de 1832, um menino pobre, filho de
imigrante português, que ainda na infância ocupava
seu tempo desenhando bonecos e paisagens de sua idílica ilha.


 
victor meirelles

A vocação precocemente revelada foi estimulada
por seus pais e apoiada pelas autoridades oficiais da época.
Aos quatorze anos de idade ele ganhou uma bolsa de estudos
para frequentar a Academia Imperial de Belas Artes, na cidade
de Rio de Janeiro e aos vinte anos, com a tela
São João Batista no Cárcere, conquistava o Prêmio Especial
de Viagem à Europa. De volta ao Brasil foi agraciado
com o título de Cavaleiro da Ordem da Rosa e
nomeado professor de pintura da Academia.


Com a tela Primeira Missa no Brasil, seu nome se
transformaria numa das maiores expressões das
Artes Plásticas no Brasil, no século XIX. A tela ainda
hoje é reproduzida em cadernos escolares, selos,
cédulas monetárias, livros de arte, catálogos e revistas.
Faleceu no Rio de Janeiro a 22 de fevereiro de 1903.

carlos miranda (betomelodia) 




primeira missa no brasil

morro do castelo - rio de janeiro - rio de janeiro

juramento da princesa isabel

dom pedro II

passagem do humaitá

batalha dos guararapes

combate naval de riachuelo



destaco: moema


fontes
imagens: google / museu victor meirelles - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Flor da Pele, Zeca Baleiro

zeca baleiro


No início, ele compunha melodias para festas infantis e para
o teatro, destacando-se pela qualidade das letras.
Escrevo sobre josé Ribamar Coelho Santos, nascido na
cidade de Arari, Estado do Maranhão, no dia 11 de
abril de 1966, mais conhecido por
Zeca Baleiro.


 Das letras e melodias infantis no Maranhão, Zeca seguiu para o
Estado de São Paulo, indo morar na Capital com seu parceiro
Chico César em um apartamento no centro da cidade.
Lá, com sua técnica muito particular de tocar violão e de
compor, obteve projeção nacional no acústico MTV de
Gal Costa, com a música que hoje postamos,
Flor da Pele.


Em 2007, no dia 8 de dezembro, levei ao ar um post
com a composição de Zeca Baleiro que, na época não
podia faltar em minhas apresentações pois já era um grande
sucesso. Utilizei um vídeo do YouTube. Hoje, tenho o prazer
de postar minha edição de Flor da Pele, onde procuro
nas imagens que utilizo, dar uma visão própria
do que a letra me transmite. Espero agradar.
Beijos no coração...

carlos miranda (betomelodia) 




Ando tão à flor da pele
Qualquer beijo de novela
Me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar flor na janela
Me faz morrer

Ando tão à flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele
Tem o fogo
Do juízo final

Barco sem porto
Sem rumo sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino um bandido
Às vezes me preservo
Noutras suicido

Oh sim
Eu estou tão cansado
Mas não prá dizer
Que não acredito
Mais em você
Não preciso
De muito dinheiro
Graças a Deus
Mas vou tomar
Aquele velho navio
Aquele velho navio

Barco sem porto
Sem rumo sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino um bandido
Às vezes me preservo
Noutras suicido


zeca baleiro 



fontes
imagem: google - edição de vídeo e texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Aventura na Noite Fria



Bem. Idéias, muitas. Coordenadas? Não.
Comigo é assim mesmo. Fazer duas ou mais coisas
ao mesmo tempo? Quem dera fosse possível...

Mudamos para o litoral norte do Rio Grande do Sul.
Uma pequena cidade, quase ao nível do mar, praias de fina
areia, águas mornas, bem, nem sempre mornas, muito
sossego por nove meses pois nos outros três,
veranistas a invadem e junto, vem a loucura, a agitação.

Hoje, 19 de abril, quase feriadão de Páscoa,
sem tempo para a postagem sobre Arte Brasileira
pois, meu dia foi muito agitado e já são 23 horas. Foram
muitos os afazeres em que as 24 horas são poucas
e rápido passam. Fiquei a pensar como cumprir os
compromissos que assumi: artesanato e postagens.

Depois de um café, um cigarro e vendo o show de uma
lua desfilando por entre as aroeiras em meu quintal,
ao som de uma incrível orquestra de grilos, pensei em
publicar aqui os ensaios sobre minhas memórias.
Boas e más recordaçõe originalmente publicadas em um
antigo blog, Memórias. Então, resolvido: a partir de hoje,
vocês vão saber um pouco mais sobre mim.

Aí vai a primeira.





Um ato banal. Gostoso.
Um bom sorvete. Aos poucos mordido,
bem devagar lambido ou de ambas
as maneiras ser saboreado em uma quente noite.
Deixou de ser banal em se tratando de minha pessoa,
ainda mais na companhia de minha mulher.
Sempre buscamos novas emoções e aventura
em tudo que fazemos e por vezes,
elas é que nos procuram.

Noite. Meio da semana e nada para fazer.
Roupas confortáveis, vestidos para o que der
ou para o que vier. Nada veio. Ou melhor,
veio uma rápida mudança. Do tempo. Vento.
Vento frio. Mas não mudou nossa vontade
de tomar um sorvete. Resolvido!
E lá fomos nós tomar um sorvete.
Uma sorveteria bem na esquina de nosso
apartamento, era sempre uma tentação. Mesmo
em um dia de vento forte e frio. Pedido feito,
pago e bancos para nos deliciarmos na
calçada em frente. Lá fomos nós.

Um enorme sorvete, transbordando da
casquinha. Ou melhor, cascona.
Ao sairmos do pequeno espaço então lotado
da sorveteria, o vento frio havia aumentado
de intensidade e para proteger nossos sorvetes
que teimavam em derreter, escorrendo pelas
casquinhas, digo, casconas, demos as costas ao
vento. De frente para os passantes.

Sorvete derretendo mais rápido do que
conseguíamos consumir. Risos nervosos e
muitos pingos na calçada. Olhares muitos,
mixto de risos e censura. Dois adultos que não
sabiam tomar um sorvete. Acho que riam de
nossa agonia. Riam de nossas tentativas
para evitar que os rios de sorvete que já lambuzavam
nossas mãos, inundassem mais ainda a
calçada.

O vento aumentou. O frio também. Os pingos
teimavam em ir em direção aos nossos pés, roupas
e aos bancos em que estávamos. Ao levarmos
as casquinhas à boca, ou melhor, casconas,
agora irreconhecíveis de tanto sorvete que por elas
escorriam, nossos cotovelos se transformaram
em conta-gotas. Ridiculamente hilária nossa
situação, que arrancava risos dos que por nós
passavam.

Fomos até o fim. Lambuzados como crianças.
Rindo. Felizes. À sós em nosso lambuzado mundo,
alheios à tudo. Abraços e beijos melados que,
tenho certeza, causavam inveja aos que por nós
passavam. Então, mãos dadas, banhados de sorvete,
encerramos a noite de aventura e nos dirigimos
ao nosso apartamento. Banho a dois. Felizes.

carlos miranda (betomelodia) 



fontes
imagem: google -  textos: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vilma Caccuri e a Arte Brasileira



Brasil. Um País riquíssimo em belezas naturais, um
litoral paradisíaco e sua população composta de uma
incrível mistura de raças, é um imenso celeiro
da Arte, em todas as suas formas de expressão.

Dando sequência as postagens sobre os
Artistas Plásticos de nosso Brasil, vamos hoje
divulgar um pouquinho da vida e obra de uma descendente
de italianos, mais precisamente da região de Calábria, Rossano.
Seu nome é Vilma Anna Maria Caccuri.


vilma caccuri

Nascida na cidade de São Paulo, SP,
em 16 de janeiro de 1929, iniciou-se na Arte ainda menina, aos
oito anos utilizando diversas técnicas para ilustrar suas
criações. Optou por expressar-se com óleo sobre tela
e aos 14 anos teve sua primeira tela reconhecida pelo
Salão de Belas Artes de São Paulo.

Tendo concluído seu bacharelado em Artes Plásticas, na
Escola de Belas Artes de São Paulo, em 1950,
viajou pelo Brasil e por vários outros Países sempre
documentando com sua Arte as belezas locais.

Mostrarei a seguir, algumas de suas criações em

óleo sobre tela, infelizmente sem disponibilizar os 
títulos das obra, pois em minhas pesquisas as
fontes não os continham.
Apreciem e... beijos no coração...

carlos miranda (betomelodia) 





 










destaco: minha preferida


fontes
imagens: google - texto: carlos miranda (betomelodia )
base das pesquisas: google

( telas exibidas sem títulos disponíveis )


domingo, 10 de abril de 2011

Quero Voltar Prá Bahia, Paulo Diniz

paulo diniz


















I Want to Go Back to Bahia, uma homenagem ao Caetano Veloso,
na época exilado em Londres. Um grande sucesso até os dias atuais.

Esta é o quinto vídeo por mim editado sobre este grande compositor e
intérprete, cuja obra foi parte de meu repertório quanto ainda eu frequentava
os palcos. 
Espero que apreciem. Beijos no coração...

carlos miranda (betomelodia)


praia de itapuã - bahia - brasil

" Mais uma obra formidável feita pelo Paulo Diniz na época da ditadura militar, que se tornou um marco como London London, do Caetano Veloso. É muito legal quando Paulo cita o jornal Pasquim, um baluarte contra a censura da ditadura militar e um farol da imprensa brasileira. Excelente edição meu amigo Beto. Agradeço a querida Ivanete por compartilhar comigo também. Um grande abraço do poeta. "
antonio fernando





I don't want to stay here
I wanna to go back to Bahia

Eu tenho andado tão só
Quem me olha nem me vê
Silêncio em meu violão
Nem eu mesmo sei por que

De repente ficou frio
Eu não vim aqui para ser feliz
Cadê o meu sol dourado
Cadê as coisas do meu país

I don't want to stay here
I wanna to go back to Bahia

Eu tenho andado tão só
Quem me olha nem me vê
Silêncio em meu violão
Nem eu mesmo sei por que


Via Intelsat eu mando
Notícias minhas para "O Pasquim"
Beijos pra minha amada
Que tem saudades e pensa em mim

I don't want to stay here
I wanna to go back to Bahia

paulo diniz / odibar



fontes
imagens: google - edição de vídeo e texto: carlos miranda (betomelodia)
 base das pesquisas: google

terça-feira, 5 de abril de 2011

Washington Maguetas, um Mestre nas Artes Plásticas



Criador do Trimaismo, suas obras são telas de delicada beleza,
sem comprometimento com as definições de estilo então
existentes. Utilizando um ou vários recursos de variadas técnicas, o
que prevalece em suas obras é a incrível sensibilidade com
que nos passa suas belas criações, em sua maioria paisagens
brasileiras, além de interiores, natureza morta e retratos.


A postagem de hoje é sobre um Artista Plástico nascido na
cidade de Taquaritinga, interior do Estado de São Paulo, que tem
reconhecimento à nível tanto nacional quanto internacional e é
tido como um mestre por sua geração:
Washington Maguetas.


Em 1960, no vigésimo quinto Salão de Belas Artes de São Paulo,
Maguetas teve suas obras catalogadas, ele que desde a
juventude teve por base em suas obras a observação e a prática,
jamais cursou escolas de Belas Artes.
Em seus mais de 55 anos dedicados às Artes Plásticas, é
reconhecido na condição de Mestre.

carlos miranda (betomelodia) 



washington maguetas

" Vou para o mar, não para retratá-lo
Mas sim para vê-lo e escutar.
Seus movimentos confundem
não são discretos como as paisagens
com quem já tenho intimidade.
Tem mistérios como a mulher 
que nos encanta como uma sereia
e com sua voz, nos afoga na saudade. "

Washington Maguetas
Itanhaém - Agosto de 1998



horto florestal

a espera - horto florestal

manhã de domingo no horto
     
mayra no atelier

uma noite de inverno

dama de vermelho

ressaca

nú no atelier

casa de verão

flores amarelas nas porcelanas

visita divina

caminho no bosque


destaco: moça na ponte do rio piracicaba

fontes
imagens: google - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google