segunda-feira, 30 de maio de 2011

Vicente do Rego Monteiro, Inspiração na Arte Indígena


o pastor


A página sobre a Arte Brasileira de hoje, é sobre um poeta.
Ou melhor, um dançarino vencedor de vários concursos
de dança. É sobre um piloto que disputou o Grand Prix do Automóvel
Clube da França,  que tinha interesse pela engenharia
mecânica. Também construiu um planador e que em
Pernambuco, foi fabricante de aguardente.


vicente do rego monteiro

Nascido em Recife, Pernambuco no ano de 1889, cidade onde
morreu no ano de 1970, Vicente do Rego Monteiro iniciou
seus estudos na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1908.
Nas Artes Plásticas, tinha várias facetas: pintor, desenhista,
muralista, ilustrador e escultor, buscando muitas vezes a inspiração
para suas obras, na cerâmica marajoara e na cultura indígena.

A pintura de Vicente do Rego Monteiro é marcada pela
sinuosidade, pela sensualidade. Comedido nas cores
e nos contrastes, suas obras nos reportam a um clima místico
quase metafísico. Temas religiosos são freqüente em sua pintura,
tendo pintado cenas do Novo Testamento com figuras que,
pela densidade e volume se aproximam da escultura.
Conheçam agora algumas de suas criações.

carlos miranda (betomelodia) 




mulher

o veado e a corsa

sem título

o gato e a tartaruga

sem título

cabeça de cavalo




destaco: sem título


fontes
imagens: google - texto: carlos miranda (betomelodia)
base da pesquisa: google

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Gárgula




Estranhos, inusitados acontecimentos que mais
pareciam saídos de uma mente doentia, aconteceram
sem aviso naquela noite.
Um estranho ser que do nada apareceu, o levou
por estranhos e surreais caminhos revelando
momentos de seu passado, como que um filme,
sem que ele soubesse o motivo.





Pensava. E pensando concluiu que um homem sem
memórias era muito triste. Não conseguia
entender a presença daquela horrível criatura na
torre da igreja, pois apesar de velha e esquecida, merecia
respeito. Definitivamente, a igreja não era o lugar dela
e ele merecia respeito também, pois as memórias
eram suas! E ele pensava, "...Meus atos e fatos são
minha propriedade e responsabilidade vou recuperar
todos eles...".

Naquele instante, armado de coragem decidiu sair
à procura da gárgula que ousou atrapalhar seu confuso
viver, que embora inútil, era dele. Sentia medo do
confronto com ela, feia, sem sentimentos e desprovida
de respeito mas era preciso ir, pois já estava
esquecendo coisas básicas tais como, quem ele era.
Ah, mas dela ele não ia esquecer não.




Tão logo decidiu, agiu rápido, saindo à procura
de suas memórias. Bem, não tão rápido. Primeiro ele
procurou um buteco e bebeu uns tragos de
coragem. Acalmou a dor na barriga no sujo banheiro
do bar, e foi para casa trocar a roupa de baixo
pois havia sujado a cueca de tanto medo. Aì sim, foi
ao encalço da criatura. Está rindo, é? Se ri é
porque não teve tal contratempo, não sabe o que
é o vazio, a dor, a falta de boas lembranças.

Seguindo a gárgula, ele foi conduzido à infância.
Visitou os mundos que habitou na cidade
de Rio de Janeiro. Quantos sonhos. Em um deles,
lá estava o abacateiro, alto e majestoso, onde em seu
topo uma espécie de tablado com grades ele
construiu, para ali se deitar sob o azul do céu
e o brilhar quente do sol, embalado por suaves
ventos. Ali, nunca estava só. Capitão Marvel, Zorro,
O Fantasma, Tim Tim a narrar suas aventuras ao
redor do mundo, até o Brucutu , lá das selvas de Mú,
todos personagens dos gibis que lhe eram
emprestados, que conduziam seu viver aos mundos
aos quais pertenciam, magia de uma infância
alegre, mas solitária.

Mas aos poucos, lembranças indesejáveis de
castigos e surras, abandono em casa de parentes
como se banido do seio da família houvesse sido,
encobriram o azul do céu, o brilho do sol e o
vento calmo e quente, trazendo frio e tempestade.
Resolveu continuar a busca. A gárgula ria e com
enigmático olhar, alçou voo à sua
volta parecendo o convidar a continuar.





Essas recordações o deixaram triste e ele seguiu
em frente passando pelos mundos de sua
adolescência. A gárgula o levou até Teresópolis,
onde ele reviu um mundo de sonhos maravilhosos,
cheio de promessas, como ele sempre desejara.
Mundo e sonhos que conquistara sózinho
sem ajuda, sem orientação no qual muito bem
se saiu. Ele tinha 14 anos, idade ótima para
planejar o futuro. Boas lembranças. Sua primeira
garota, namoro firme, fazer amor pela primeira
vez e chegar ao clímax. Inesquecível lembrança.

O cantar, iniciando carreira como profissional
em uma casa noturna, dirigir um carro
aos 17 anos sem destino por belas estradas.
O cais da Praça Mauá, Rio de Janeiro de onde
levava para Teresópolis, perfumes franceses e
relógios suíços contrabandeados.
Ele era feliz, se sentia capaz de o mundo
dominar. Sua lembranças o levaram também à Magé,
cidade interiorana do estado do Rio de Janeiro,
mundo onde conheceu uma bela mulher que, com
seu amor, por oníricos caminhos o conduziu.
Amar, cantar, se sustentar sózinho. Aqueles mundos
o fizeram sentir o prazer das conquistas, das
realizações. Mas como em sua infância, sombras,
más recordações trouxeram amargas manitas
às doces lembranças. Pêso demais. Novamente partir.
A gárgula o espiava, sobrevoando à rir seu mundo
de lembranças, o trazendo de volta à realidade.
Sem se dar por conta a seguiu. Ainda vazio
de muitas recordações.





Vida adulta. Talvez ali recupérasse suas memórias.
A gárgula parou no telhado de uma construção
antiga e o observava. Estava em São Paulo, capital
do estado. Era um imenso mundo. Seu primeiro
casamento e divócio após três anos, sonho desfeito.
Suas viagens pelo Brasil à cantar. Como gerente
comercial de uma grande rede de lojas, o sucesso
alcançado, a emoção do primeiro carro zero,
comprado no ano de 1974 com o salário de apenas
um mes de trabalho. E sobraram muitos cruzeiros.
Sucesso ao cantar, sucesso profissional.
Bons tempos. Boas lembranças.

A gárgula o olhou, riu, estendeu suas asas e
o conduziu a outro mundo, Piracicaba, no interior
paulista. Lá, foi o ponto de partida para realizações
distantes, outros mundos, cantando o Amor e
a Vida nas páginas da Música Popular Brasileira.
Em Piracicaba ficaram sua loja e fábrica de móveis
rústicos e colonias, O Candieiro, ótimos e fiéis
amigos, companheiros de pescarias, festas
alucinantes e longos passeios de moto.
Muitas recordações, muitos momentos que lhe
trouxeram ótimas lembranças e saudades.




Mas, como se por desagradável rotina, pesarosas
recordações se intrometeram em seu retorno,
trazendo mágoas, tristeza, encobrindo com nuvens
cinzentas seu sonhar, toldando as cores e
o brilhar das lembranças . O peso foi tanto que
ele as deixou para trás. Ainda sem suas memórias,
vazio de boas recordações, não teve escolha senão
continuar. Olhou para a gárgula notando que, ao de
seu desalento rir, parecia querer algo dizer.
Cansado, com muito peso em seu viver,
a seguiu em seu louco voar. Voltou ao presente.
E suas memórias? Que fora feito delas?

Subitamente o cenário mudou...
Estava em frente à igreja em que tudo começara.
Sua velhice colocara com força em seus ombros,
o já conhecido peso de sua vida. A gárgula,
à sua frente o assustou. O olhava fixamente, olhos
vermelhos, como a perguntar se entendera a viagem.
Mas o que ela queria? Quem era aquele horrendo
ser que agora o fitava? Porque o fez percorrer seu passado?
Parecendo ter lido seus pensamentos, o ofuscou com branca luz e
com voz clara e suave, lhe revelou quem era.





" Sou seu viver. Você esqueceu um fator muito
importante em sua existência. Apesar de amar a vida e
o mundo que criava para si, nunca levou em conta
que você não estave só. Dependia de outros assim como
outros dependiam de você, para que metas
fossem alcançadas. Sua vida depende exclusivamente
de suas ações e assim, como agora me vê nessa minha real forma,
você, apenas você, pode transformar em beleza e cores
sua vida. Apesar de não pertencer a esse mundo,
é nele que você tem a obrigação de existir e
ser útil. Não apenas colha, semeie e distribua
seu colher, assim sua vida será o que sempre sonhou.
Ainda não é tarde. Você é eterno. Procurei mostrar
que erros e acertos são partes normais e essenciais
de sua evolução. Aprenda com esse passeio
por seu passado e sem medo, seja e faça feliz,
quem a seu alcance estiver. "





Após essas palavras,  novamente gárgula,
ela voltou à torre de onde saíra e
em sua imobilidade, ficou a fitar o vazio.
Ele, secou as lágrimas lentamente, continuando
seu caminhar decidido a não mais valorizar
mágoas e tristezas e sim, os momentos bons que a vida
agora lhe oferece. Como por encanto, suas memórias
retornaram e com elas, um novo sentido para a vida.
Não mais tinha medo de viver. Tinha um motivo.
Ivanete.


carlos miranda (betomelodia) 




fontes
imagens: google, editadas por ivanete (iva souza) - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Nuvem Passageira, Hermes Aquino

betomelodia.blogspot.com


Nesta página que hoje publico, vou trazer
mais um gaúcho. Hermes Aquino, lá de Rio Grande. É o autor da canção
Nuvem Passageira, que ilustra o vídeo abaixo, um grande sucesso na
década de setenta, tema da novela O Casarão. Só o que Tom Zé
declarou certa vez, dá para dar uma ideia do talento de Hermes:

 " Eu gostaria de ter sido o compositor desta canção."
Tom Zé

hermes aquino


Ah... e dedico a edição deste vídeo ao meu amigo do Facebook,
Celso Almeida, Senhor e Amigo dos Ventos, lá de Pelotas,
do outro lado da Lagoa dos Patos.

carlos miranda (betomelodia)



( correção: nos créditos ao final do vídeo, o intérprete é hermes aquino e não a dupla kleyton e kledir )




Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois esta pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar

  A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito
  E a namorada analisada por sobre o divã

Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer, vou me matar
Eu vou deixar um dia a vida e a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar

hermes aquino




fontes
imagem: google - edição de vídeo e texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

domingo, 15 de maio de 2011

Decepção


o abacateiro


Sentado em uma forquilha ele cismava e analisava a vida,
do alto de seus dez anos, no alto do abacateiro...






"Já sou grande. Cresci bastante porque como bastante.
Quer dizer, como mais ou menos porque já sou bem forte.
Os mocinhos e os bandidos dos filmes "fazem", então
por que eu não posso "fazer" também?
Mas acho que se eu fizer com ela, não posso deixar ninguém ver ..."

A década de cinquenta foi palco para sua infância.
O Rio de Janeiro era uma cidade onde um
menino de dez anos podia brincar em suas ruas
sem perigo de sequestros, balas perdidas,
assaltos e outras coisas mais, que hoje
são o tormento dos cariocas. Naqueles tempos
as preocupações eram outras...
Observador atento, buscava seguir os exemplos
de seus heróis nos filmes, tais como
Roy Rogers, Zorro, Flash Gordon, Fantasma e outros
mais, inclusive Jerry Lewis em suas engraçadas
comédias. O poder de sedução que eles
tinham ele os queria ter. Mas era óbvio que para
isso, ele teria que "fazer" aquilo que eles "faziam".


Os cartazes espalhados pelas ruas da cidade e
as propagandas nos bondes, aumentavam
cada vez mais sua vontade de "fazer". Reuniu os
seus amigos e trocaram idéias sobre qual
seria a melhor maneira de "fazer"
aquilo e propôs a eles que todos começassem a
treinar para que impressionassem as meninas
quando fossem namorá-las.

"Então tá combinado: vamos para casa
treinar, mas não esqueçam que ninguém pode ver.
Acho que no banheiro é mais seguro."

Até que não era difícil "fazer pois já haviam visto
muitos filmes. Cansava um pouco, mas era gostoso.
O treinamento causava muito prazer, só
em pensar como seria "fazer" de verdade, pois essa
nova experiência com certeza deixaria as suas
namoradas com desejo de "fazer", tal como as
heroínas dos filmes. A pose, o jeito de mover o corpo
e as mãos era essencial e no início, exigia muita
concentração para atingir o objetivo.
Ele estava excitado de novo...

" Mais uns dias e é meu aniversário. Onze anos, onze!
Preciso pensar em alguém que me diga como
conseguir para "fazer" e impressionar as meninas. Pais,
nem pensar! Tios, tias, avós e avôs também não.
Mas pera aí... tem aquela tia
que tenho certeza vai me ajudar! "

No fim de semana antes de seu aniversário,
sua tia veio visitá-los. Ele conseguiu um jeito de
ficar à sós com ela e bem escondido de todos,
contou-lhe seus planos pedindo que ela o ajudasse
guardando segredo. Explicou que a vontade que
tinha de "fazer" era muita e que o treinamento
foi muito bem sucedido. Ele tinha certeza que
impressionaria muito as namoradas ao "fazer".
Sua tia prometeu ajudá-lo e que guardaria segredo.
Viria à sua festa e seu pedido atendido, seria
o seu presente. Satisfeito com a promessa, sempre
que podia treinava com mais intensidade os
movimentos da mão e do corpo para "fazer" bem e
deixar as meninas mais apaixonadas,
igual seus heróis o faziam.

Dia de seu aniversário. Ansioso esperava pela tia.
Todos chegavam com presentes,
abraços e beijinhos (argh!), menos sua tia. Foi a última
a chegar, quase no final da festa. Ao ver a
ansiedade dele, ela dirigiu-se ao centro da sala,
pediu a atenção de todos e começou a falar:

 ---
"Você hoje faz onze anos, já é um homenzinho.
E como você me pediu e eu prometi, trouxe
o que você queria ganhar. Agora você vai
finalmente poder "fazer" e impressionar as meninas."


Rapidamente, pegou seu presente, rasgando
trêmulo o papel,
coração aos pulos, já pensando
em "fazer" o que seus heróis faziam. Mas, a decepção...


"Assim não vale! São de chocolate!"

 os cigarros de chocolate


E foi para seu quarto, sem agradecer e aos
prantos, para curtir sua grande decepção...


carlos miranda (betomelodia)




fontes
imagens: google - texto: carlos miranda (betomelodia)
base das pesquisas: google

terça-feira, 10 de maio de 2011

Dorival Caymmi, a Arte e a Música

auto retrato em verde


" O Dorival é um gênio.
Se eu pensar em música brasileira, eu vou sempre pensar em Dorival Caymmi.
Ele é uma pessoa incrivelmente sensível, uma criação incrível.
Isso sem falar no pintor, porque o Dorival também é um grande pintor." 
tom jobim


dorival caymmi 


Pois é, meus amigos.
Na vida sempre temos algo mais a saber, a aprender.
Eu pensava conhecer o suficiente sobre determinado cantor ou
compositor mas, ledo engano. Sempre descubro algo que não sabia.
Na maioria das vezes, bem depois de muitos já saberem.
Mas sou assim mesmo. Meio "desligado".

Confesso que fiquei surpreso ao conhecer uma outra
faceta nas obras de Dorival Caymmi: suas telas.
Sempre apegado à música, achei que ela era a expressão
única nas obras deste Mestre. Então, navegando pela Web,
vi uma tela que chamou-me a atenção. Ao verificar
o autor da mesma, fiquei surpreso. Caymmi.

Minha Cultura merece uma nota bem baixa por desconhecer
até então Caymmi, Artista Plástico. E a ele, pintando sereias no Céu,
minhas desculpas por isso. Mas sou assim mesmo.
Meio "desligado".

Em uma humilde homenagem, mostro  abaixo
algumas de suas criações. Belas telas, verdadeiros
retratos de sua maravilhosa obra musical.
Beijos no coração...

carlos miranda (betomelodia) 




casario

o peixe

mulher na praia

desenho - mulheres

puxando rede

três mulheres com palmas



auto retrato com barco




destaco: mon rêve




fontes
imagens: google - texto: carlos miranda (betomelodia)
base da pesquisa: google


quinta-feira, 5 de maio de 2011

É Doce Morrer no Mar, Dorival Caymmi


dorival caymmi


A página de hoje é sobre um grande Mestre da
Música Popular Brasileira: Dorival Caymmi.
A maioria conhece apenas uma de suas expressões
na Arte, a música, mas poucos sabem que
ele era ator e pintor. Sobre isso comentaremos
em uma próxima página.

Hoje vou mostrar um de seus trabalhos na música que
  é o meu preferido. Caymmi era um homem que amava o mar,
que inspirado pelas tradições, hábitos e costumes dos baianos,
cantava em versos seus mistérios e suas lendas,
descrevendo com imensa paixão a morte nas águas
nos braços de Iemanjá, o que seria uma honra para os
pescadores que com seus barcos
não retornavam aos lares.

Versos expontâneos influenciados pela música dos negros,
Caymmi punha sensualidade e muita criatividade melódica
em suas composições. Nos deixou no Rio de Janeiro em
16 de agosto de 2008, mas suas obras permanecem
como um marco da tradição do povo baiano.

Na voz de Cristina Mota, editei este vídeo para ilustrar
esta página em homenagem à Caymmi.
Beijos no coração...

carlos miranda (betomelodia)





É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

A noite que ele não veio foi
Foi de tristeza prá mim
Saveiro voltou sozinho
Triste noite foi prá mim

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

Saveiro partiu de noite foi
Madrugada não voltou
O marinheiro bonito
Sereia do mar levou

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
Nas ondas verdes do mar meu bem
Ele se foi afogar
Fez sua cama de noivo
No colo de Iemanjá

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

dorival caymmi 



fontes
imagens: google - edição de vídeo e texto: carlos miranda (betomelodia)
pesquisa baseada no google